Taxistas fazem pressão contra APP clandestino em audiência pública na Alepe

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Ânimos exaltados e clima pesado antecederam a audiência pública realizada, ontem (28), pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para debater a polêmica gerada pela chegada do Uber ao Recife. O aplicativo de solicitação de transporte de passageiros passou a operar na capital pernambucana no início deste mês de março, o que deixou os taxistas revoltados. Isso também ocorreu em outras grandes cidades brasileiras.

Depois mais de duas horas de discussão, a audiência chegou ao final.  De concreto, ficou decidido que será formado um grupo de trabalho com representantes da Comissão de Negócios Municipais da Alepe, representantes do Uber e do T81 (aplicativo semelhante que oferece outros serviços), além dos sindicatos dos taxistas. “Nós estamos só começando o debate. O assunto é polêmico, mas faz parte do nosso trabalho como legisladores. Nosso foco é a população, que ela seja beneficiada”, adiantou o presidente da comissão o deputado Rogério Leão (PR)

Mais de 100 motoristas de táxi se reuniram  no plenário da Assembleia para mostrar indignação com a presença do Uber nas ruas da cidade. O objetivo da audiência, solicitada pelo deputado Beto Accyoli (PSL), foi buscar uma solução para a disputa entre as duas categorias.

O presidente da União dos Taxistas de Pernambuco (UTPE), Márcio Rodrigues,  defendeu que o Uber opere sob as mesmas regras  e leis impostas aos táxis. “Carro particular não pode fazer esse serviço. É contravenção penal. Se nós ficarmos quietos, eles vão dominar a situação. Nós somos contra o aplicativo fazer serviço usando carro particular. Se a Uber quiser trabalhar aqui como aplicativo de táxi, será perfeito”, acrescenta.

Uber X táxis em audiência pública na Alepe (Foto: Thays Estarque/G1PE)
Taxistas protestaram na frente da
Assembleia. (Foto: Thays Estarque/G1PE)

Taxista há 26 anos, Ricardo de Souza, 48 anos, levantou um cartaz contra o aplicativo. Ele alegou que, desde que o sistema começou a funcionar na capital, percebeu uma diminuição em torno de 40% no número de passageiros.

“Passamos pela crise das kombis e estamos passando agora pela crise do Uber. Para rodar, temos que ter todos os exames em dia, reciclagem e negativa de antecedentes criminais. E o pessoal do Uber não precisa de nada disso. Eles têm que ser vetados”, disparou.

Por defender a liberdade de escolha do usuário e criticar o monopólio do transporte no estado, três integrantes do Coletivo Nabuco foram hostilizados por parte dos taxistas. Acabaram sendo  expulsos da área destinada ao público.

Nenhum motorista ou representante oficial do Uber participou da audiência pública.

 Fonte: G1

 

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